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08/04/2005
ENTREVISTA DO MICHEL NO SITE GUITAR X

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MICHEL LEME
Por: Daniel Nakamura

"Michel Leme é sem dúvida um dos principais representantes da música instrumental brasileira da atualidade. Com uma vasta experiência musical e mente aberta para a música, Michel criou um estilo próprio e inconfundível de tocar, livre de qualquer rótulo.

Seu último trabalho, Michel Leme - Quarteto, traz 10 composições próprias que demonstram sua grande personalidade e maturidade musical. Confira na seção CD - Teca.  Tive a honra de entrevistá-lo para o Guitar X.

Com vocês, Michel Leme.

1) Michel, como e quando foram os seus primeiros contatos com a música ?
Em primeiro lugar, muito obrigado pela oportunidade, a todos do 'Guitar X' e a você, Daniel!
Bem, minha mãe me conta que, com menos de um ano, eu ficava em frente à vitrola de casa quando estava desligada rodando 'manualmente' os discos pra ouvir... Lembro que as primeiras músicas que eu cantei eram de um disco dos Beatles chamado "Beatles Again". Na minha infância toda ouvi meu avô tocar violão, e meu irmão também. Meu pai vivia tocando violino, assobiando (lindamente, inclusive) e me mostrando discos de música clássica. Vivi cercado de música desde pequeno, sou muito grato à minha família.

2) Quando você decidiu que viveria de música ? Foi uma decisão difícil ?
Desde os treze anos eu sentia que iria ser músico profissional. Aos 17, estava trabalhando no Banco Real, na agência Belenzinho e depois na Marítima Seguros. Só com 19 anos, em 1990, consegui sair da Marítima, ganhando o mesmo que ganhava lá, dando aulas. Não foi uma decisão difícil, porque eu tinha que ser músico! Logo, quando pude viver só da música, foi uma imensa felicidade! Me sinto abençoado.

3) E como era a sua rotina na época em que trabalhava na Marítima? Dava para conciliar numa boa?
Quando estava na Marítima (e mesmo no Banco Real, um ano e pouco antes) fazia cursinho à noite. Me lembro que estudava as matérias com a guitarra na mão e ouvindo som bem alto, quer dizer, não estudava nada! Minha cabeça sempre estava na música. Trabalhei nesses lugares porque meu pai me falou: "Vai trabalhar!" E dou o máximo valor pra isso. Ele me fez entender que eu teria que lutar pelo que eu quisesse, e essa seria a única alternativa. Hoje em dia, da molecada cujos pais pagam pra estudar comigo, a maioria não está nem aí. Não estudam, faltam nas aulas... Tá pago mesmo, né? Se fosse com o dinheiro do suor deles mesmos, acho que teriam outra atitude. Mas a vida ensina.

4) Há alguns anos seu som tinha uma característica mais voltada para o fusion. Gostaria que você explicasse qual a diferença das sonoridades e como se deu essa transição fusion/jazz .
Desde os treze anos fui roqueiro, mesmo! E sempre gostei de música boa, não importava se fosse jazz, samba, etc. Então, toquei muito tempo com distorção, alavanca, etc. Minha primeira gravação em cd foi no "Mr. Motaba", em 1997. Gravei um solo, a convite do Sandro Haick, com minha Fender 73 creme e um Mesa Boogie DC- 5 (com distorção), e, logo depois fui chamado pra integrar a banda, que misturava ritmos latinos, jazz e funk. Depois gravei um cd (que nunca foi lançado), em 1997 também, com o saxofonista David Richards, também usando mesmo o equipamento, e, a maioria dos solos, com distorção. Na época eu curtia Scott Henderson, e caras assim, conhecidos por tocar 'fusion'. Particularmente, acho esses rótulos limitantes demais e até nocivos, por categorizar o músico, colocá-lo na 'prateleira' do estilo 'x' ou 'y'.

Ainda tem gente que me rotula como 'fusion'... Acho uma merda, porque essas pessoas não conhecem o som que estou fazendo hoje e falam qualquer coisa que lhes vem à cabeça, sem antes se dar ao trabalho de se informar. Acho que é por pura preguiça ou incompetência mesmo. Desde 1999 só toco com guitarras acústicas, com som 'limpo'. Não pra dizer que sou 'jazz' ou qualquer coisa do gênero... Eu sinto que um instrumento acústico tem um som direto, forte, que não precisa ser processado. Curto tocar com instrumento assim, pois me sinto mais livre pra improvisar, isto é, tocar a música que acredito no momento. A guitarra acústica 'responde' melhor. Quanto ao som que faço hoje, é resultado da evolução que busco sempre.

5) Guitarristas passam a vida em busca de um timbre pessoal. Você está tocando com a 175, há um bom tempo. Vc acha que encontrou o seu som ?
Acho que alguns guitarristas se preocupam mais com o "timbre" do que com "tocar"! Não sei ligar nenhum equipamento direito, não manjo nada... Ligo a guitarra direto no amplificador ou uso uns poucos pedais, porque assim consigo seguir o caminho dos cabos até chegar no amplificador. Loop de efeitos, nem pensar... Toco com a 175 desde 2000. Não fecho o botão do tone, gosto do som aberto, tem muito mais dinâmicas assim. Tem cara que usa essa guitarra e fecha o tone pra ficar igual ao Pat Metheny... Acho meio ridículo esses caras com mais de dezoito anos ainda imitando outro cara. Não sei se encontrei meu som, Daniel. Vivo testando outros amplificadores, medidas de cordas diferentes, enfim, procuro um som que me faça sentir à vontade pra tocar. Tenho conseguido um som interessante com encordoamentos .012 (com a primeira corda .013) e os amplificadores da Meteoro: Uso um Jaguar 200 e vou pegar um Falcon 50G valvulado. Gravei meu disco "Quarteto" com dois V8 em estéreo.

6) Vc já tocou com muita gente e fez muitas "jams" com grandes nomes do jazz. Quais foram as experiências que mais te marcaram ?
Cada experiência é única e um grande aprendizado. Tocar com o Michael Brecker, Lee Konitz, Stephen Scott e Lewis Nash, Wynton Marsalis, Hermeto, Gary Willis, e outros. Foi maravilhoso. Com a maioria desses caras, toquei uma vez, duas, às vezes até uma única música, mas sempre se aprende algo muito valioso, que nenhuma faculdade de música vai te ensinar. Também ter a oportunidade de tocar com o Arismar, Nenê, Wilson Teixeira, e outros grandes músicos aqui de São Paulo, são experiências inesquecíveis; são mestres em música e nunca imaginei poder tocar com pessoas assim. Você está falando com um cara que tocava heavy metal o dia inteiro na adolescência... Enfim, são presentes de Deus que aconteceram e acontecem na minha vida.

7) Em contrapartida, quais as gigs mais bizarras ou engraçadas que vc participou ?
Toquei no programa do Fábio Jr, na Record. Foi um ano de programa ao vivo toda terça, em 1999. Lá toquei com Reginaldo Rossi, Wando, enfim, experiências inomináveis... Ah, toquei também num show do Luiz Ricardo, o antigo Bozo, num espetáculo também inominável, em 1995. Ele até fez um solo de bateria em certo momento, o que considero que tenha sido o pináculo do espetáculo...

8) Você acha que o rock e o heavy têm influência no jeito que vc toca hoje em dia? 
Tem alguns amigos que falam que eu sou o 'jazzista mais roqueiro' que eles conhecem. Dispenso o termo 'jazzista', mas entendo o que querem dizer, falam isso carinhosamente.

Acredito que toda e qualquer vivência do músico aparece quando ele toca. Sempre gostei da música que tem expressão. Não adianta estar tudo 'certinho', mas frio. Prefiro o cara que se arrisca tocando, que toca notas que saem 'mastigadas', que toca 'sujo'... Mas que toca com o coração, faz uma música que tem vida, expressão, significado. Toca sempre como se fosse a última vez.

Adoro os riffs do Tony Iommi (Black Sabbath!), por exemplo, desde os meus treze anos. É visceral, direto, pesado. Adoro ouvir Stravinsky, Bartok, Messiaen. Assim como também adoro ouvir Coltrane, Sonny Rollins ou Wayne Shorter: Também diretos, cheios de significado, você sente a luta dos caras pra tocar o que estão tocando. Me lembro de um show do Wayne Shorter aqui em São Paulo, onde ele disse: "O jazz não é perfeição, é luta!". Eu diria que improvisar é isso, tocar é isso.
Faço minha mistura de tudo que ouvi e tento ser o mais honesto o possível com a música.

9) Vc toca com diferentes formações : Solo; Duo; Trio; Quarteto; Big Band. Quais as diferenças em se tocar em cada uma?
'Solo' eu não digo que consiga tocar ainda. Fiz alguns shows e é a mais difícil de todas as formações que você disse. Fiz uns quatro shows assim até agora e fiquei surpreso por não ver todo mundo ir embora. E pasmo, por vê-las ficarem até o final!
Em Duos, tenho tocado com o Arismar, Djalma Lima e o Zerró Santos. É sempre uma 'negociação', uma conversa emocionante, o clima é único.
Trio talvez tenha sido a formação que mais toquei, adoro a liberdade do trio.

Num quarteto, com um sopro por exemplo, você cerca a melodia de várias formas, tocando contra-cantos, harmonizando cada vez de um jeito, e, no seu solo, está de novo com a liberdade do trio.

A Big Band que toco é a "Zerró Santos Big Band". O Zerró é um puta arranjador e deixa bem solto o som. Nos solos o 'couro come!', como ele diz. Não leio de primeira, mas aprendo minhas partes e acho muito legal a sonoridade da big band. Enfim, procuro me encaixar musicalmente nessas várias formações e aprender a cada dia com suas particularidades. Tocar, seja qual for a formação, é maravilhoso!

10) Vc gravou um disco em trio ( Um Dois Trio) e seu novo trabalho em quarteto (Michel Leme - Quarteto). Pq a opção pelo trompete/flugel ? Foi casual ou você procurava realmente gravar com essa formação ?
No final de 2003 reuni uns temas que estavam 'na gaveta' e pensei em gravar um cd em quarteto. Chamei o Walmir Gil porque sempre admirei a música dele e tínhamos tocado juntos num projeto do Sesc com o Umdoistrio. Ele topou, assim como o Digão e o Frigério. Fiz mais alguns temas especialmente pro grupo e gravamos em maio de 2004. As melodias ficam mais claras com um sopro tocando e gosto de acompanhar os solos, aprendo muito.

11) Sobre seu último disco, quais suas prediletas e porque?
Cada música tem um lance que gosto, seja na composição ou por coisas que rolaram na gravação. Não sei te dizer!!!! Desculpe.

12) Em relação aos solos, quantos takes, em média, você gravou para cada tema? É difícil contentar-se com o 1º take, sem fazer um segundo?
Prefiro gravar ao vivo, mesmo no estúdio. Não tocamos mais que três takes pra cada música. Metade do cd foi de primeiros takes.  Acredito que a gravação seja continuação natural do seu desenvolvimento, de sua busca. Não acredito que seja um evento separado disso. Por essa razão, se você está bem e curtindo o que está fazendo, não há razões pra não ficar contente. Você toca aquilo que você é, e cada solo é um solo. Depois você ouve e aprende o que fazer de melhor num próximo disco e curte o que ficou legal. Sempre prefiro o primeiro take, é o mais natural. Se algo sai errado, é legal gravar mais uns dois takes, e aí já deu... Mais que isso, vira coisa 'produzidinha', tô fora...

13) Todo mundo te pergunta sobre as gravações de Tenha Calma e Mística, nas quais você microfonou a Gibson 175. Sinal de que o timbre ficou realmente especial. Você já havia feito outras gravações dessa maneira?
Havia feito a experiência em estúdio antes, além de ter ouvido o Joe Pass e o Jim Hall em discos onde gravaram assim. Estava na minha mente fazer isso nos números solo do cd "Quarteto". É um timbre muito bonito, inspirador.

14) Falando em inspiração, "Espírito", "Mística", "Plêiades" , "Agradecido", são alguns dos temas do seu disco. Dê que maneira a espiritualidade exerce influências no seu trabalho ?
Cresci dentro da igreja católica, meus pais trabalhavam voluntariamente na igreja Santa Izabel (minha mãe até hoje, meu pai faleceu em 1998). Fui batizado, crismado e casei nessa mesma igreja. Depois, conheci outras religiões e li sobre suas doutrinas. Acredito que Deus está em todos os lugares e qualquer separatismo do tipo "minha religião é melhor do que a sua" é uma babaquice muito perigosa do homem. Por isso, em se tratando de música, prefiro abolir os rótulos.

A música é um presente de Deus. Você pode explicar que o acorde 'x' aceita determinado tipos de notas, ou que tal arpejo se encaixa sobre tal acorde, etc. Mas você não consegue explicar porque determinada música te emociona tanto! A música te arrepia porque? Por isso, digo que a música não é só ciência, é um dom, uma manifestação de Deus. Quem encara a música só como ciência e não acredita em talento, está no ramo errado.

Acredito numa frase atribuída ao John Coltrane: "O músico se prepara pra improvisar" (não sei se reproduzi textualmente, mas o significado é esse). Quer dizer, você estuda, se prepara, tenta a cada dia dominar o instrumento, etc. Mas, na hora de tocar, é uma experiência religiosa, é estar sendo guiado por algo superior. Sua intuição, o que você ouve internamente, a inspiração que vem não sei daonde, o que você sente que deve tocar: isso é Música! Quem toca calculando ou aplicando o que aprendeu 'naquele curso tão caro, pra justificar o que gastou e os anos que ficou lá dentro', ou, enfim, quem toca sempre algo premeditado... Sinto muito, esse cara faz qualquer coisa, menos música. No máximo, toca 'certinho'.

Esses títulos das músicas que você citou na pergunta são reflexos disso que falei acima. "Espírito" é uma música muito simples e direta, "Mística" fiz pra minha mulher, "Plêiades" é sobre a história que dizem que os habitantes de Plêiades reencarnam como músicos e artistas na Terra e "Agradecido" é uma oração de agradecimento a Deus, por tudo. 

15) Existem talentos brasileiros excepcionais no exterior, que não tocam em solos verde-amarelos, há bastante tempo. Vide a Tânia Maria, que acabou de fazer alguns shows em SP, depois de 30 anos de Europa. Como vc vê o cenário da música instrumental, em São Paulo, e no Brasil ? Existe um público fiel ?!
Tem muita gente boa na luta por fazer música, por tocar. Os donos de bares não estão nem aí porque tem muito 'bicão' que vai tocar 'pela cerveja' e isso gera uma série de problemas, cada vez eles (os donos) ficam mais folgados. Quando você vai tocar parece que eles estão te fazendo um favor, sabe? Querem que você divulgue, não fazem tratamento acústico na casa e ficam pedindo pra abaixar o volume (com medo de tomar multas do 'psiu'), enfim. É um clima ruim danado...

Não tem mais lugares pra tocar, tá difícil. Tem um ou outro. O cenário da música instrumental em São Paulo é precário.
O público existe! Precisamos arrumar um jeito de chegar até ele! Precisamos de mais lugares pra tocar e fazer as pessoas saberem onde estamos tocando, porque elas vão e curtem: Música instrumental não é chata! Depende do músico. É claro que quanto mais 'músicos de diploma' forem sendo 'forjados' nas faculdades, acredito que a chatice estará se espalhando mais, 'queimando o filme' da música instrumental. Mas enquanto isso não toma conta de vez, temos que inventar lugares pra tocar.

16) Como vc define esses 'músicos de diploma' ? Vc acha que a galera, hoje em dia, está mais preocupada em 'conseguir' um certificado da Berklee, do que em fazer música de qualidade ?
Há gente de todo tipo: tem os músicos que tem o dom da música e sempre vão estudar pra desenvolver esse potencial. E tem os meninos(as) que 'escolhem' ser músicos. As chamadas instituições, ávidas pela grana, vendem a idéia do 'músico formado'. Ora, se a maioria dos caras que ensinam nesses lugares não é musical, o que um moleque vai aprender com esse cara? Vai sair de lá um 'músico formado' em que???

Digo isso baseado em vários testemunhos de alunos que estudam em algumas faculdades daqui de São Paulo e vem me procurar pra ter aulas. Eles relatam casos de professores que humilham os alunos, que falam absurdos como: " Não existe talento" ou "Toque só com palhetada alternada na minha aula!", além de outras 'genialidades'. Digo isso também baseado nos caras que escuto e que são formados seja na Berklee, que você citou, ou em qualquer outra: Não me dizem muita coisa... Claro que existe o lado positivo e o lado negativo em tudo. Afinal, vivemos no mundo da dualidade. Mas te digo uma coisa: já toquei com caras formados e a grande maioria deles nunca me emocionou tocando e, tampouco, me surpreendeu. Preconceito meu? Não, é só um fato.

Como eu defino 'músicos de diploma'? Pra mim, são algumas pessoas que se valem pelo que tem e não pelo que são. Vão sempre precisar apresentar seus diplomas pra conseguir algo nesse ramo. Infelizmente, a sociedade 'compra' essa idéia e deixa esses caras mais iludidos ainda.

Aí, você pode me perguntar: "Mas, e se o cara se formar numa faculdade e for realmente musical?" Aí digo que esse cara só foi somar experiências na sua vida através da faculdade e que nada pode tirar o talento de uma pessoa. Esse músico vai fazer o que ele aprendeu lá dentro se transformar em música.
Daniel, penso sempre numa coisa: Música é pra ouvir! Ou o cara tem Expressão, ou não! Quando vou ver algum show de um guitarrista, por exemplo, nunca olho pra ele nos solos: Só ouço, pois quero sentir a música. Não me deixo iludir pelas aparências. Quando você ouve um disco, lhe interessa saber se o cara é graduado na instituição 'x' ou 'y'?

As pessoas esquecem que a excelência na arte é conquistada dia a dia, através de anos de prática, vivência e pesquisa. É como um sacerdócio mesmo: Você melhora pela sua disciplina; por aprender com seus erros e acertos; melhora por tocar e aprender com caras mais velhos e experientes que você, bem como com caras mais novos; melhora por ouvir suas gravações; por ouvir conselhos de pessoas que você respeita tocando... O músico deve lutar pra poder tocar o que a música pede na hora! Deve lutar pra entrar em Comunhão com a música cada vez mais! Sou músico profissional há quinze anos, e isso não quer dizer nada!!! Me sinto um iniciante sempre! Agradeço a Deus por poder, a cada dia, tocar e aprender.

17) Para finalizar, o que vc considera mais importante para quem está iniciando no mundo do jazz e da música instrumental.
Estudar sempre; ouvir as 'fontes'; tocar muito e cultivar a mais sincera e pura humildade (coisa que está fora de moda hoje em dia). Hoje, quanto mais o cara é o rei da auto-propaganda e 'rei do ego', mais ele aparece, e, na grande maioria das vezes, não toca porra nenhuma! Isso é normal, porque vivemos uma imensa inversão de valores em nossa sociedade. Acho que é só a pessoa ter discernimento e não ir atrás dessa conduta malévola, que já é um bom começo. No mais: Tenha paciência, perseverança e cuide de sua música: Toque!!!! Que o restante virá.
Um grande abraço a todos, fiquem com Deus!

Contatos:
Email: michel@michelleme.com
Website: www.michelleme.com

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Extraído do site Guitar X.
Para ler a entrevista no site clique aqui.

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